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É possível evitar o caos climático ?

Crescer ou cuidar do clima? É preciso escolher. É bem possível que será arrastado para debaixo tapete pelos negociadores da COP em Paris a incompatibilidade entre a limitação do aquecimento do planeta e a busca sem fim do crescimento econômico. É sabido e por varias vezes experimentado que, quando o caminho do crescimento for retomado, sobretudo nos países desenvolvidos, os objetivos climáticos a serem fixados, se tornarão inatingíveis.

É preciso repensar e explorar muita coisa, principalmente outros caminhos rumo ao progresso humano.

Existem correntes, como a de Paul Krugman e Larry Summers que admitem que “uma estagnação secular é plausível” e ainda Thomas Piketty que diz “Seria razoável apostar no retorno do crescimento para resolver todos nossos problemas?”. Durante seu discurso de abertura da COP, o presidente francês pronunciou a palavra “crescimento” catorze vezes em dois minutos apenas…

Ao buscar conciliar esses paradigmas e contradições, os políticos e seguidores acabam partilhando de uma nova religião: o crescimento verde.

Certamente diante da evidente mudança climática que atravessamos, seria preciso investir maciçamente nas energias renováveis, nos isolamentos dos prédios, na eficiência energética, na agroecologia, na mobilidade sustentável, etc. Mas, a construção civil brasileira, seus profissionais e, sobretudo, seus formadores de opinião, até onde estão conscientes e inclinados a buscar essas soluções? Nosso governo incentiva ou apenas finge que trata o problema? Os meios populares estão sensíveis até que ponto para exigir edificações mais eficazes energeticamente (e pagar por elas)?

São inúmeras as perguntas. E existe uma vastidão de respostas. Não nos falta ciência e tecnologia, não nos faltam recursos. Sim, não faltam. Falta coragem de investir em algo mais pela consciência que pelo lucro, pois dificilmente isso será visto como diferencial competitivo. No fim das contas, prevalecem os custos e as margens. Nada contra, aliás, o contrario, sem isso a economia do setor não sobrevive. Mas alguém tem que iniciar o movimento. E são muito poucos os que se dispõe e querem pagar essa conta, por infelicidade.

Pouco a pouco vemos no mundo soluções sendo implementadas, ainda que com seus custos nada modestos. Mas o movimento é tímido. A vontade é enorme, mas a relação desejo x transformação ainda é muito baixa. Enquanto isso, os bajuladores do velho modelo de crescer a qualquer custo, estão no controle.

A refletir.

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Marcelo Machado
Marcelo Machado
Colaborador do Gestor de Obras