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Certificação obrigatória de LED favorece fabricantes nacionais

Setor espera crescimento de cerca de 20% em 2016, resultado que poderia ser melhor se não fosse pela retração da economia doméstica. Participação de brasileiras pode até dobrar

 

Fabricantes brasileiros de luminárias e lâmpadas de LED esperam ganhar mais espaço no País após junho, quando entrará em vigor uma portaria do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) que vai proibir a venda de artigos sem certificação do órgão.

“O mercado brasileiro até agora vinha sendo inundado de produtos com baixa especificação, com preços menores, mas que podem deixar de funcionar antes do fim da durabilidade da lâmpada”, afirma o diretor administrativo da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), Marco Poli.

“Com a certificação compulsória, conseguimos restabelecer algumas condições para que os fabricantes nacionais tenham mais competitividade”, explica. Em média, o setor estima um crescimento de 20% no volume de vendas em 2016, resultado que poderia ser muito melhor se não fosse pelo ambiente econômico desafiador que se instaurou no Brasil, avaliam executivos e especialistas.

Segundo eles, a fatia do mercado que hoje cabe à indústria nacional, de cerca de 10%, pode até dobrar nos próximos cinco anos, sobretudo no segmento de produtos com maior valor agregado e na produção de luminárias integradas, que já possuem a lâmpada LED e a estrutura metálica que envolve o sistema.

O ritmo de expansão deve se intensificar de verdade depois de março de 2017, aponta Poli, mês em que passa a ser proibida a venda de lâmpadas sem certificação também no varejo. Até lá, as lojas devem aproveitar para vender o grande volume de produtos importados no segundo semestre do ano passado, período que as empresas usaram para antecipar a compra e montar estoques de mercadorias de qualidade mais baixa.

Em 2015, segundo a Abilux, foram importadas 130 milhões de lâmpadas LED, três vezes mais do que em 2014, devido à antecipação das importações. Para o presidente da Taschibra, Afonso Schreiber, a certificação compulsória de produtos com tecnologia LED é extremamente positiva porque tira do mercado uma séria de marcas de “péssima qualidade” que “enganam e afastam o consumidor”.

Ele admite que o preço médio das lâmpadas e luminárias deve ficar entre 20% e 30% mais caro devido à eliminação de itens mais baratos, mas acredita que a própria queda natural nos custos de produção do sistema deve fazer com que esse aumento seja compensado muito rapidamente.

Otimista quanto ao crescimento do seu mercado, a empresa investiu cerca de R$ 10 milhões na ampliação de sua fábrica em Indaial (SC). A unidade, que hoje produz cerca de 500 mil peças ao mês, entre luminárias, lâmpadas convencionais e de LED, terá sua capacidade triplicada, afirma o executivo, com uma expansão de oito mil metros quadrados, dos quais cinco mil serão destinados somente ao segmento de LED.

Na avaliação de Schreiber, após crescer em média 20% em 2015, a demanda pela tecnologia deve continuar sendo impulsionada pelo interesse de consumidores residenciais, comerciais e industriais por eficiência energética, a partir dos aumentos mais recentes das contas de luz.

Ele conta que as vendas da Taschibra chegaram a crescer 50% entre um mês e outro em junho, julho e setembro do ano passado, quando as tarifas de energia foram reajustadas e ficaram significativamente mais caras. Obstáculos O cenário econômico mais difícil pode atrasar o crescimento do mercado, sobretudo no segmento industrial, opina Schreiber, mas no médio prazo as estimativas são de expansão.

“As fábricas hoje não querem fazer investimentos, nem mesmo para gerar custo menor de energia. Mas quando isso melhorar, todas as indústrias precisarão reduzir seus gastos e uma das primeiras coisas que vão fazer é trocar iluminação”, aposta ele.

Para a chinesa Oplus Led, que começa a atuar em março deste ano no mercado brasileiro, por mais que o País esteja em um momento desafiador e saturado de marcas importadas, existe uma lacuna na oferta de produtos de maior valor agregado, segmento no qual a empresa tenta se inserir.

De acordo com o sócio diretor da subsidiária brasileira da companhia, Matheus Leite, o objetivo é alcançar já em 2016 um faturamento de R$ 7 milhões a R$ 8 milhões, com um crescimento de 20% nos anos seguintes. Se as estimativas do grupo forem atingidas, eles pensam até em trazer uma unidade de montagem para o Brasil, projeto cujos estudos podem ser iniciados em 2017.

“Notamos uma grande procura por consumidores que já tinham substituído seus sistemas de iluminação pelo LED, mas tiveram algum tipo de problema com produtos de baixa especificação”, aponta o executivo. “A certificação compulsória vai afetar muitas empresas importadoras que não fazem o próprio produto, o que para nós significa mais oportunidade.” Thiago Moreno

 

Fonte: ABILUX

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Thiago Faravallo Florencio
Thiago Faravallo Florencio
Empreendedor, é CEO do Construon e do Portal Gestor de Obras.