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4 erros mais graves que você comete em um orçamento de obra

4 erros mais graves que você comete em um de orçamento de obra

4 erros mais graves que você comete em um de orçamento de obra

Você trabalha numa empresa tradicional da construção civil.  Talvez no departamento de projetos e engenharia, de orçamento de obra, ou até mesmo, passa a maior parte do tempo no canteiro do obras.

Sua empresa executa excelentes projetos desde aqueles serviços preliminares, estruturas e alvenarias, hidráulica, elétrica, acabamentos, paisagismo… Todos os profissionais da empresa são qualificados. Você é altamente qualificado.

Controla bem as atividades físicas do cronograma. Só que toda vez, quando um cliente, ou um prospecto te solicita um novo orçamento é aquele desespero. Será necessária a alocação de mão-de-obra, planejamento de atividades, levantamento de materiais que deverão ser comprados, pensar no alojamento dos funcionários, viagens que precisarão ser feitas…

E nessa fase, vários problemas ocorrem.
Continue atento aqui no artigo para verificar se você comete esses grandes erros no processo da elaboração de orçamento de obra que são:

  • Não ter total conhecimento dos custos diretos envolvidos
  • Nem sequer imagina as despesas indiretas associadas ao projeto
  • Não precifica corretamente os serviços a serem prestados
  • Demora muito para entregar a proposta ao cliente

 

1. Não tem o conhecimento dos custos diretos envolvidos

Aqui, duas coisas são essenciais que você saiba:

  1. Custos dos Insumos: Materiais e equipamentos, por exemplo
  2. Custos da Mão de Obra: Entender o custo por unidade produzida

(Se você quer entender um pouco melhor sobre os custos diretos, veja este outro artigo.

A primeira coisa que você vai fazer, é orçar com seus fornecedores quanto vai custar os materiais quantificados – isso se você não tiver estoque. E ainda, levantar quanto vai custar a mão-de-obra (própria, terceirizada ou quarteirizada…).

Se aqui já temos essas informações, estamos muito bem. O que acaba acontecendo é que ou os fornecedores demoram muito pra responder, ou o seu departamento de COMPRAS e RH não conseguem te ajudar nessa etapa.

Se você não tem em algum lugar anotado (planilhas, sistemas, cadernos e blocos de texto) quanto custaram esses itens em seu últimos orçamentos, tudo começa a ficar muito mais complicado e nebuloso.

E o que acaba acontecendo? Os chutes começam a aparecer…

 

2. Nem imagina os benefícios, custos e despesas indiretas associadas ao projeto e da fase de orçamento de obra

Se o levantamento dos custos diretos já estava difícil, aqui a coisa fica ainda mais séria.

Itens como Administração Central, Riscos, Seguros e Garantias, Lucro e Impostos farão você perder as noites de sono: pois além de identificar os seus percentuais, ainda será necessário calcular adequadamente o BDI.

Aqui você irá precisará saber as taxas desses itens que acabei de mencionar, entender o que é o BDI, compor o seu BDI (aqui temos uma planilha pra te ajudar nessa fase).

 

3. Não precifica adequadamente os serviços que serão prestados

Precificar sem entender seus custos, despesas, impostos e lucros definidos será impossível. Aliás, muitos profissionais e empresas fazem do impossível algo possível e temos então, nessa etapa um futuro fadado ao tão temido PREJUÍZO.

Precificação é resultado de análise de informações aliada a estratégia de sua empresa quanto a forma de trabalho e lucros esperados.

 

4. Demora muito para entregar a proposta ao seu cliente ou prospecto

Você está a dias levantando os custos, calculando as eventuais despesas indiretas, tentando incluir o BDI sobre os itens anteriores, planejando as atividades que deverão ser executadas, imaginando o seu desembolso e o do seu cliente e qual o detalhe vazou pelo ralo? O TEMPO!

Se depois de vários dias seu cliente ainda aprovar aceitar a sua proposta, você precisará contar com a sorte para que não tenha prejuízo se cometeu os 3 primeiros erros.

 

Orçar um projeto da construção civil não é tarefa fácil. É preciso muita experiência no canteiro de obras, possuir muita informação, revisar sua proposta por diversas vezes, analisando seu conteúdo por diversos prismas: consistência dos dados recebidos, coerência com o mercado e concorrência, capacidade de entrega.

 

Se quiser ler mais artigos e obter mais  informações a respeito do processo de orçamentação de obras, clique aqui. Em especial, temos um artigo muito interessante que trata das atividades envolvidas na alocação de custos em orçamentos.

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Thiago Faravallo Florencio
Thiago Faravallo Florencio
Empreendedor, é CEO do Construon e do Portal Gestor de Obras.